E se pudéssemos definir o Tarô e suas potencialidades?

E se pudéssemos definir o Tarô e suas potencialidades?

Por que existem os oráculos?

O ser humano, desde sempre, busca por respostas existenciais do tipo, de onde veio, para onde vai ou qual o propósito da vida. Essa busca contempla também o aspecto mais profundo e misterioso do ser humano, que é o seu inconsciente. Vem ao longo do tempo interagindo com as forças da natureza, com a flora, a fauna e todo o ecossistema, na tentativa de obter respostas; observando coincidências e significados para compreender o mundo exterior e a sua própria natureza interna. Nesse contexto, portanto, estão os oráculos.

Desde a Grécia antiga, cidadãos comuns, governadores e reis buscavam conselhos e inspirações para seus problemas pessoais ou até mesmo para importantes decisões políticas, nos oráculos cujo mais famoso foi o da cidade de Delfos.

A ciência também tem se preocupado com estas respostas. Importantes pensadores que investigaram o tema e elegeram o inconsciente como a fronteira fundamental para importantes descobertas. Sigmund Freud explorou o inconsciente subdividindo-o em várias camadas e Carl Gustav Jung preferiu analisar seu aspecto pessoal e sua abrangência coletiva. O importante é que ambos, assim como outros estudiosos, convergem para a ideia de que o inconsciente contém respostas acerca dos aspectos existências da humanidade. Chegaram a afirmar que o ser humano é um reflexo de seu próprio inconsciente.

“Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chamá-lo de destino.” Carl G. Jung.

Adivinhação ou tradução?

O Tarô, assim como outros oráculos, com sua força arquetípica e simbólica, apresenta-se como um instrumento capaz de facilitar o contato com o inconsciente. Pode ter uma abordagem adivinhatória, afinal o inconsciente é também divino. A palavra adivinhar vem do latim “divinare”, que tem sua raiz em “divinus”, algo inspirado por um deus.

Mas também oferece grande auxílio para a tomada de decisões e é capaz de inspirar novas compreensões das realidades tanto interna quanto externa, além de sua importante função na expansão da autoconsciência. Em todos os casos, O Tarô atuará a partir do conteúdo do inconsciente de quem o consulta. Segundo Jung, o inconsciente é a mãe da consciência e estes são, em essência, inseparáveis. Juntos traduzem a função transcendente do ser humano. O Tarô se posiciona neste intervalo transcendente, entre o inconsciente e o consciente, estabelecendo a comunicação entre estas duas realidades.

“Cada um de nós leva dentro de si os potenciais necessários para realizar-se em todos os aspectos e ser feliz.” Osho

Por que consultar o Tarô?

Porque sentimos a necessidade de ampliar nossa percepção sobre a verdadeira condição humana, que é ao mesmo tempo fenomenológica e espiritual, divina. O Tarô com sua rica linguagem simbólica e sua essência arquetípica nos remete a um vasto mundo de possibilidades para lidar com a vida, com os relacionamentos e com os processos para o autodesenvolvimento.

A palavra “símbolo” origina-se do grego “symbolon”, que traduz uma forma de reconhecimento. Na Grécia antiga, quando dois amigos se separavam, quebravam uma moeda ou outro objeto qualquer e quando o amigo ou alguém de sua família retornava, ao apresentar a sua metade, caso ela combinasse com a outra metade, revelava então sua identidade de amigos e assim também o direito à hospitalidade. O Tarô é simbólico pois é capaz de reunir, unificar, convergir significados, além de reconhecer ideias, arquétipos e imagens. O contrário de símbolo é diabolos, aquilo que separa e divide, tornando-se, portanto, diabólico.

O Tarô é arquetípico pois carrega imagens e ideias que representam estruturas primordiais que são comuns à humanidade. A palavra “arquétipo” tem o prefixo “arché” de arcaico, antigo e o sufixo “typos” de marca ou impressão. Os arquétipos nos revelam a ideia de que todos tem a possibilidade natural para construir significados.

Por que as pessoas continuam utilizando o Tarô? Por que tem atravessado o tempo e se mantem tão atual? Porque continua apresentando boas inspirações e muitas respostas.

“Não podemos querer entender o mundo apenas com o intelecto.” Carl Jung.

Como o Tarô é consultado?

Jung a partir de estudos do físico Wolfgang Pauli e em conjunto com o sinólogo Richard Wilhelm, tradutor do I Ching, trabalhou a ideia de conexões acausais, ou seja, eventos que estão dissociados de causa e efeito, mas que carregam alguma coincidência de significados. Chamou este tipo de evento de sincronicidade e o utilizou para explicar uma confluência energética de significados entre o mundo onírico, inconsciente e atemporal, com a manifestação da existência consciente atrelada ao tempo e espaço.

O Tarô se utiliza, portanto, da sincronicidade para acessar significados do inconsciente da Consulente, relacionados ao momento, ao tema ou à dúvida com a o qual está envolvida tanto mental quanto emocional ou energeticamente. Ao escolher às cegas, determinadas cartas das setenta e oito disponíveis, a Consulente tende a se aproximar dos significados que estão latentes em seu inconsciente. Assim o papel do tarólogo será, tão somente, o de traduzir ou interpretar a rica simbologia arquetípica disponível nos arcanos do Tarô.

Sincronicidade […] um só e mesmo significado (transcendente) pode manifestar-se simultaneamente na psique humana e na ordem de um acontecimento externo e independente.” Carl Jung.

O que é o Tarô?

É um oráculo a serviço do inconsciente, capaz de acessar a parte mais profunda e inteligente do ser humano. Nos auxilia a compreender, aceitar e ressignificar estes conteúdos, permitindo superar traços negativos e expandir aspectos positivos. A Dra. Irene Gad, médica junguiana e taróloga, define com propriedade: “O Tarô lida com a área na qual a alma hesita entre o corpo e o espírito, construindo dessa maneira, uma ponte entre os mundos interior e exterior”. Em 1860, o ocultista e escritor francês Eliphas Levi, pseudônimo de Alphonse Louis Constant, escreveu: “Existe um livro que, apesar de muito popular […] é o mais desconhecido e o mais oculto de todos, porque contém a chave de todos os outros […] obra monumental e singular, simples e forte como a arquitetura das pirâmides. Livro que resume todas as ciências, e cujas combinações infinitas podem resolver todos os problemas. Talvez a obra prima do espírito humano e, seguramente, umas das coisas mais belas que a antiguidade nos legou, o Tarô.”

O Tarô, na minha opinião, não é um mero oráculo, trata-se de um autêntico livro alquímico para transmutar a alma humana; um poema universal cujos setenta e oito versos podem rimar entre si indefinidamente.

“O verdadeiro Tarô é simbolismo: não fala outra linguagem e não oferece outros sinais […] Há uma tradição secreta a respeito do Tarô assim como uma doutrina secreta nele contida.” Arthur Edward Waite

Porque Tikun Tarô?

Tikun é uma palavra hebraica cuja tradução mais comum é “reparo”. Existem outros significados tanto na Bíblia (em hebraico) como no código da lei judaica (Mishná), tais como: melhorar, consertar, preparar, arrumar, ou apenas “fazer algo com”. Um tikun pode descrever algo simples como arrumar uma mesa, até um ato que possa melhorar o mundo em que vivemos.

O Judaísmo criou o termo tikun olam, para definir qualquer ação que possa melhorar o mundo. Mesmo sendo criado à perfeição, o Divino generosamente deixou espaços para ser aperfeiçoado. Existe uma antiga citação da Torá, o livro da lei de Moises, que ensina: “tudo que Deus criou, Ele fez para ser melhorado”.

A sabedoria da Kabbalah entende que estamos aqui para corrigir nossas atitudes, frente a nós mesmos e em relação à vida das outras pessoas. Cada um é o gerador de suas próprias melhorias e soluções. Portanto, uma vez conscientes dos nossos tikuns podemos mudar padrões negativos, reparando nosso caminho. Tudo o que nos desafia ou que nos deixa desconfortáveis são tikuns a serem trabalhados. Ao serem revelados, podemos traçar um mapa ou estratégia para transpô-los e assim viver de forma mais plena e feliz.

Segundo o Zohar (literatura fundamental da Kabbalah), tudo pode ser transformado, não existem destinos selados. Até mesmo situações que consideramos impossíveis, se agirmos proativamente, o universo traz uma solução, numa proporção muito maior do que somos capazes de realizar.

O Tarô é um instrumento para compreender nossos tikuns fundamentais, que podem acessados por meio do mapa arquetípico individual (a linha da vida do Tarô) ou para uma melhor compreensão do momento que estamos vivendo, por meio de aberturas ou tiragens para esta finalidade. Em todas as áreas da vida, tais como relacionamentos, carreira, negócios e família, além das situações desafiadoras, nas quais precisamos tomar decisões, o Tarô nos auxilia e inspira respostas, apontando traços negativos que devem ser superados e aspectos positivos que podem ser expandidos.

“Tikun Tarô, tudo pode ser superado ou expandido.” Maurício Santos

Como acontece o meu atendimento ou a abertura do Tarô?

Atendo com agendamento prévio via WhatsApp, redes sociais ou E-mail. Presencialmente atendo em Goiânia, no Jardim Goiás (Ed. Brookfield Tower) ou em Brasília no Setor Comercial Norte (Centro empresarial norte). Online, atendo por meio do Skype, Zoom ou WhatsApp vídeo. Em ambos os casos os atendimentos poderão ser gravados ou anotados pela Consulente. Eu não faço gravações e nem anotações dos atendimentos, por entender que estão sob sigilo ético, além de considerar a mesa de Tarô como um setting terapêutico, portanto, com toda a proteção e respeito que lhe é pertinente.

O atendimento presencial dura em média uma hora e meia. Já a abordagem online, no geral se dá em uma hora. Costumo iniciar com uma leitura mais abrangente comtemplando o momento vivido pela Consulente e em seguida, caso sinta necessidade, a Consulente pode elaborar perguntas para focar temas de seu interesse. Caso prefira, poderá fazer diretamente as perguntas, não há nenhuma restrição. Além das aberturas ou tiragens normais, pode ser agendado um encontro específico para o cálculo da Linha da Vida do Tarô, que é o seu mapa arquetípico individual, com informações e inspirações preciosas para a autoconsciência e seus relacionamentos.

Não há necessidade de preparação prévia, mas é preciso que a Consulente esteja totalmente presente, com disponibilidade e serenidade, desligando-se momentaneamente do mundo. Quanto mais entregue e relaxada, melhor o aproveitamento e a compreensão. As conversas e trocas de experiência entre tarólogo e Consulente podem contribuir para potencializar a compreensão e os resultados das aberturas.

“A imaginação é mais importante que o conhecimento.” Albert Einsten

Qual o deck utilizo?

Uso o Tarô Rider-Waite, mas os meus estudos são embasados no tradicional Tarô de Marselha e suas diversas variações. Utilizo também outros oráculos, que complementam as tiragens, tais como o “Oráculo Sistêmico” ou o “Tarot das Mandalas”.

Se for o caso de alguma recomendação para a Consulente, que em geral são comportamentais ou ainda sugestão de algum tipo de terapia, leitura ou mesmo a formulação de Floral de Bach, envio posteriormente via WhatsApp. Novas aberturas poderão ocorrer a cada lunação ou a qualquer momento para responder novas perguntas, como também para tratar de temas específicos.

“Não se pode servir a dois senhores.” Jesus de Nazaré

Explicando o símbolo do Tikun Tarô

O símbolo do Tikun Tarô, são duas letras “T” unidas e dentro de um círculo remete ao pentáculo, a estrela de cinco pontas envolta num círculo. O pentáculo é um símbolo mágico pré-cristão relacionado ao culto da natureza, utilizado para evocar, invocar, conjurar, conter e banir forças astrais para o bem maior. Simboliza a união dos quatro elementos (terra, ar, água e fogo) ao quinto elemento, a quintessência, o espírito. É a representação do ser humano perfeito, com a cabeça voltada para o céu, os pés plantados no solo e os braços abertos em posição de louvor e de gratidão.

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